Quem quer ser respeitado deve primeiramente respeitar!

Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desvia dele”.

MaludeUm adágio popular apregoa que: Palavras convencem, mas exemplos arrastam. Palavras são bonitas para quem acredita. Atitudes são importantes para quem observa.

Sabemos da força da imitação, sobretudo para aqueles que ainda estão formando sua personalidade, por isso aquilo que as crianças vêm em casa levam pelo mundo e a Escola também tem fundamental importância naquilo que ensina e transmite aos seus educandos.

O professor é responsável pela educação que abrange bem mais que apenas conhecimentos gerais.
A pedagogia da pancada é intolerável e essa “Lei da Palmada” que aí está veio para coibir os exageros, no entanto, a própria Bíblia nos mostra que os pais devem ter o bom senso para aplicar o castigo necessário por algum mal feito. Nada de ficar impune uma má ação, proliferando e se avolumando ao ponto de prejudicar terrivelmente o educando, pois o mal se corta pela raiz e a impunidade é a mãe da transgressão. Atitudes benéficas merecem elogios e as maléficas, castigo. Nada mais justo.

No Curso Primário sabia-se de cor a canção: “Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito, será preso no Quartel” e todo mundo entendia perfeitamente, sem traumas, porque as figuras do herói e do bandido estavam nos filmes e nas histórias infantis, ou seja, o bem e o mal, o joio e o trigo. Essa diferença dá o limite às ações e os rumos.

Árvore boa dá bons frutos, porém algo errado está acontecendo e invertendo esse raciocínio na educação. A meninada sofre influências negativas de todos os lados deixando pais e professores pasmados com tanto descalabro e ousadias. Está faltando pulso para controlar, dar limites e isto vem prejudicando o relacionamento entre as gerações.

O professor não tem mais aquela autoridade de outrora, vem recebendo críticas e desaforos de seus subordinados a torto e a direito sem nenhuma defesa a seu favor. Nem mesmo um salário digno é recebido por estes sacerdotes do ensino. Fica a mercê do nervosismo, e mau caráter da juventude sem freios que pensa ser a dona do mundo e faz o que lhe dá na telha.

Diante dessa problemática o professorado também está caindo na onda e às vezes demonstrando comportamento hostil e desconforme com seu papel, sua nobre missão de educar e exemplar. As posturas errôneas só denigrem sua condição de baluarte das boas maneiras e condutas irrepreensíveis. Está difícil manter o padrão, mas nem por isso são justificadas certas atitudes negativas.

No último aniversário de Caruaru, quando da celebração comemorativa com cerimônia ao mesmo tempo religiosa, civil e militar no Marco Zero da cidade, durante a solenidade, viu-se “professores” fazendo protesto diante das autoridades e público em geral, vaiando e gritando palavras de baixo calão no célebre momento da execução dos Hinos da Pátria e do Município, servindo de mau exemplo aos seus pupilos e suscitando repúdio geral. Essa aula não foi interessante e ficou muito a desejar. Foi vergonhoso.

“Educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”(Nelson Mandela)

Quem quer ser respeitado deve primeiramente respeitar!

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Combate ao vício

O problema dos menores carentes e abandonados, soltos pelas ruas, a cheirar cola, pedir esmolas nos semáforos, furtar e praticar pequenos delitos continua existindo em nossas cidades, apesar dos Conselhos Tutelares.

MaludeUma orientação da secretária de Assistência Social do Recife, Niedja Queiroz, é não se fazer doações aos pedintes públicos para combater o vício que se instala nas crianças seguidoras do mau exemplo de adultos que fazem o mesmo costumeiramente sem nenhuma preocupação de mudar de vida, mesmo que haja oportunidade.

A idéia é evitar a mendicância, principalmente na época de final de ano e Natal, quando as pessoas ficam mais sensibilizadas e muitas vezes são exploradas por espertinhos que não querem trabalhar e se passam por doentes e incapazes só para tirar proveito. Deveria haver uma fiscalização nesse sentido para evitar tais abusos.

As colaborações são necessárias e importantes quando feitas à instituições, abrigos, creches, escolas e demais movimentos que têm compromisso com o social e fazem um bonito e edificante trabalho junto às comunidades menos favorecidas.

É preciso cuidado e discernimento para não confundir a mensagem, pois é salutar ofertar ajuda ao que realmente precisa ser caridoso, porém, em nome da cidadania, fica o apelo pedagógico, de não formar cidadãos dependentes pelo resto de suas vidas, sempre acostumados a pedir como se todo mundo fosse obrigado a lhe sustentar, sem enxergar nenhum porvir em sua condição de criatura humana que pode progredir e mudar seu rumo. Principalmente quando se trata das crianças que, sem educação, se habituam à condição de mendigos e não vêem nenhum futuro senão aquele, pois não estudam nem se preparam para um trabalho certo que possa lhe garantir a dignidade.

Esses programas populistas do governo, como o Bolsa Família e outras benesses também se assemelham a essa tática de dar uma “esmolinha” e ficar de consciência tranqüila, quando na verdade isso vicia o povo a não se esforçar em fazer algo mais edificante e proveitoso, se conformando apenas com aquela ninharia e nada mais. Deveria haver um acompanhamento rigoroso dos cadastrados nessa rede assistencial a fim de promover uma mudança que provocasse o desenvolvimento social, o engajamento profissional e não somente um paternalismo paralisante, doentio e castrador que não leva a lugar algum.

Educar é muito difícil; uma tarefa árdua que exige paciência, dedicação e também condições financeiras, mas constitui o único caminho possível de melhorar o mundo.

Urge, conscientização, investimento e mudança de hábitos já!!

Comer fora pode ser caro e desagradável.

Coisa boa é a gente sair de casa e fazer uma refeição fora, principalmente em boa companhia. É um programa legal e costumeiro entre nós. Aos domingos e feriados ocorre esse hábito salutar que é muito bem aceito pelas donas de casa.

MaludeApesar de ser um lazer simples está ficando dispendioso para o brasileiro de classe média, pois normalmente um jantar em restaurante pesa bastante no bolso e, sabe-se que a alimentação está sendo o vilão inflacionário em geral e por isso, em qualquer saidinha extra se gasta mais ou menos a metade de um salário mínimo. Até existe a piada dizendo: se quiser almoçar fora, ponha a mesa no terraço!
Uma coisa que me deixa encabulada é estar num restaurante e os garçons ficarem de prontidão, perto da mesa, vigiando. Tira toda a privacidade e não se pode conversar nem ficar à vontade. Parece uma marcação serrada. Horrível! Também acontece que: mal a gente acaba de comer, eles avançam, ávidos para retirar a louça, os talheres, os copos, etc. como se aqueles utensílios estivessem fazendo falta lá dentro. É preciso calma! Deixar o cliente tranquilo fazer sua refeição e depois bater um papinho; embora seja necessário ficar atento e perceber quando for solicitado, pois a descontração é necessária nesses momentos de prazer e disso também depende a volta da clientela. Talvez seja um método errado que estão ensinando àqueles profissionais, mas isso pode se revisto porque, na verdade é muito chato.

Por outro lado, às vezes ocorre justamente o contrário: o garçon se distrai e até esquece suas funções e a pessoa fica mal servida, faltando assistência. O ideal é manter o equilíbrio e ter bom senso em qualquer situação.

Ousarei modificar a letra do famoso e saudoso samba do grande compositor, Noel Rosa e escrever assim, por brincadeira:

Seu garçon,faça o favor: sair daqui de perto

Deixando que eu possa almoçar sossegado

Após o seu serviço estar completo,

Aguarde à distância até ser chamado

Também não esqueça da minha presença

Porque estou aqui pagando muito caro

É preciso ficar

bem atento e ao mesmo tempo

Ser bem discreto; é claro!

Quem foi que ensinou tal expediente

De ficar plantado aqui na minha cola?

Pode saber que é inconveniente e se insistir,

Saiba que vou embora…

BRIO

No lar da minha infância escutávamos, pelo rádio, músicas na voz de Luiz Lua Gonzaga que tinha como parceiros excelentes compositores que primaram em bem expressar, com sua arte, os fatos cotidianos.

Malude Maciel - Coluna da Malude MacielUma delas, denominada: “Vozes da Seca”, de autoria de Humberto Teixeira, consiste num dos mais autênticos protestos da música popular brasileira. Serviu de “bandeira” aos movimentos estudantis de outrora e, ainda hoje consideramos atualizada porque chama o indivíduo a confiar em seus valores, força produtora, além de mexer com os brios de um povo que não deve ser humilhado nem menosprezado nunca.

Uma estrofe assim conclama os ouvintes: “ Sr. Doutor…uma esmola, para um homem que é são…ou lhe mata de vergonha…ou vicia o cidadão”. Uma realidade forte; mensagem verdadeira para ser refletida.
Quando foi instituído o auxílio “Bolsa Família”, imaginávamos que seria em caráter de emergência, por um tempo determinado, um plano emergencial que durasse apenas um período, talvez de dois anos enquanto as famílias cadastradas pudessem ser preparadas (qualificadas) para o trabalho, assumindo sua responsabilidade de cidadão. Sendo assim, seria formidável.

No entanto, vemos que o resultado não foi benéfico, pois os beneficiados ficaram viciados, acomodados, conformados e vivem na total dependência da ínfima esmola que o governo oferece numa atitude paternalista, atrofiante e eleitoreira.

Sabe-se que todo ser humano gosta de “ganhar” alguma coisa, sente-se feliz sendo agraciado com algo vantajoso, presenteado, esquecendo o que representa tal benesse que lhe cativa e escraviza, ficando refém e na permanente mendicância. E, nem sempre as pessoas despertam para o mérito da questão, pois sem base educacional o desenvolvimento mental e intelectual é precário equiparando seres humanos a irracionais que trilham por caminhos pré-fabricados como rebanhos, induzidos por maus pastores: egoístas e astutos, caindo na boca do lobo.

Esses programas causam limitações, tolhem perspectivas de progresso individual e coletivo, pois é preciso caminhar com os próprios pés.

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Amor de Mãe

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Especialmente no mês de maio e no Natal a gente se depara com caras homenagens às mães que são figuras singulares e dignas das mais sinceras gratidões e agradecimentos por darem a vida e o coração aos seus entes queridos, “carne da mesma carne, sangue do mesmo sangue”, no entanto, existem mitos e slogans de que: “toda mãe é uma santa”, “toda mulher tem um potencial de mãe dentro de si”, sendo afirmativas exageradas. Mesmo mexendo muito com o emocional, sabemos que isso não é verdade. Não se pode generalizar, porque as pessoas não são iguais e cada cabeça é um mundo.

Malude Maciel

Malude Maciel

A História já registrou inúmeros casos desastrados de mulheres que, embora tenham tido a graça de gerar descendentes, não foram capazes de saírem de seu egoísmo doando sua vida e alma ao fruto do seu amor ou de suas entranhas. Os motivos são diversos e agravantes, porém há situações que ficam patentes o desvio mental, desequilíbrio emocional e falta de integridade e pureza de espírito.

Esta semana o Supremo Tribunal negou o pedido de uma genitora que abandonando o próprio filho recém-nascido, que foi registrado, criado e educado pelos avós. Após a morte dele, aos 23 anos, a mesma postulou a retificação do registro por puro interesse de beneficiar-se como mãe biológica. O tribunal deixou claro que: “se durante toda a vida do filho a autora não foi e nem soube ser mãe, então não o será agora, depois de sua morte”. E recomendou o vínculo de filiação socioafetiva, em favor dos avós.

Mãe é quem ama e quem ama cuida. Muitas “mães” realmente não merecem essa alcunha, pois na realidade apenas deram à luz, carnalmente e não houve nenhum sentimento de afeto nem responsabilidade pelos rebentos. Essas criaturas têm um comportamento pior que o de animais. Infeliz e repugnantemente a sociedade tem assistido casos deprimentes de situações adversas onde as chamadas mães, agem monstruosamente em relação à sua prole.

Esse caso abominável que está sendo mostrado em toda a mídia sobre o garotinho Joaquim, aos três aninhos, morto e jogado num córrego, supostamente pelo padrasto usuário de drogas, tinha anuência da mãe, que se envolveu com mau elemento, sabia das absurdas agressões ao filho, mas admitiu, se omitindo a denunciar, se acovardou e talvez apoiou os mal tratos em detrimento da criança indefesa. Está presa c/o malfeitor e quem sabe será considerada coautora, conivente com todo esse drama.

Muitos e muitos outros casos comprovam essa tese de que nem sempre a genitora é a verdadeira mãe. Outras tantas mulheres, talvez impedidas fisicamente de procriarem, adotam os chamados: “filhos do coração” e, com supremo desvelo, fazem a sua parte, amparando, educando, dando todo carinho e proteção a seres humanos que não estiveram em seu ventre, mas foram amados, respeitados, bem tratados, chegando à idade adulta com estrutura e tornando-se cidadãos.

Uma verdadeira Mãe tem um amor sem limites. Até exagera na dosagem, mas é preferível errar por excesso que por falta. Ninguém é perfeito e perfeição é utopia, mas recorramos a Deus para orientar-nos SEMPRE a fim de que nossos erros sejam justificados e nossos filhos abençoados.

Malude Maciel é escritora, poetisa, membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras e colunista do Jornal de Caruaru. Para ler mais artigos, já publicados, da Malude Maciel, clique AQUI>>>

FRANÇOISE

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“Abrem-se, nesse momento, as cortinas do nosso rádio dominical para, mais uma vez, recebê-los, queridas e queridos ouvintes, em: Sociedade…”

Malude Maciel

Malude Maciel

Era, exatamente com essas palavras, pronunciadas por uma maviosa voz de tom aveludado que a primeira cronista social de nossa cidade, Françoise, iniciava seu famoso e maravilhoso programa na extinta Rádio Difusora de Caruaru, desde a década de sessenta até se aposentar. Havia também uma coluna no Jornal Vanguarda dedicada à cronista que detalhava os assuntos com tanta fidalguia e precisão que dava gosto acompanhar, ao pé do rádio, os registros completos na perfeita dicção da apresentadora que conquistava uma audiência extraordinária para contentamento do então gerente da emissora, Dr. Luiz Bezerra Torres. Estamos falando sobre Glaydes Cardim que faleceu em dezessete de dezembro de 2010.

Nada mais elegante, harmonioso e emocionante do que saborear a narrativa dos acontecimentos sociais no programa: “Sociedade”, pois o trabalho de Glaydes era tão bem conduzido que transmitia a sensação de estarmos presentes no determinado evento por ela relatado. Uma reportagem sobre um casamento era tão minuciosamente detalhada que empolgava qualquer ouvinte e assim eram todas as notícias sobre festas e acontecimentos sociais nesta cidade: magnificamente comentadas. Acho que isso é sociologia pura, pois além de divulgar a vida social, registrava para a História os fatos ocorridos naquele tempo, passando às gerações seguintes dados importantes dos antepassados. As pessoas ainda guardam consigo recortes de jornais da época, com preciosidades que Glaydes mencionava na imprensa falada e escrita. Por tudo isso ela foi, sem dúvida, uma baluarte em sua especialidade, a pioneira nessa arte jornalística abrindo caminhos para novos profissionais nessa área, todos seus sucessores e discípulos.

Glaydes Cardim também lecionava francês em diversos educandários caruaruenses, sendo uma mestra muito querida do alunado e, devido à sua finesse, capacidade, dedicação e pioneirismo, deixou uma legião de fãs e amigos que lhe são eternamente gratos pelos benefícios prestados ao seu povo, à sua gente, principalmente por desenvolver uma técnica social inovadora para a sua época, com uma visão futurista e bem sucedida.

Ademais seu nome não deve ficar esquecido. Sugerimos às autoridades competentes que seja prestada merecida homenagem a quem engrandeceu a “Capital de Agreste” com seu trabalho útil, bonito e inovador.

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Malude Maciel é escritora, poetisa, membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras e colunista do Jornal de Caruaru.